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Como usar realidade virtual para visualização de Big Data

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Já imaginou trabalhar com organização e análise de Big Data de forma interativa e imersiva como se você estivesse andando sobre os dados? Com realidade virtual isso será possível.


A realidade virtual não é uma tecnologia exclusiva do mundo dos games ou do entretenimento 3D, pode ser também uma experiência de dados imersiva. A tecnologia VR oferece uma escala muito maior para visualização de bancos de dados de Big Data e pode ser uma ferramenta poderosa para lidar com enormes conjuntos de dados sem sacrificar os detalhes.

Com a VR você pode – literalmente – entrar e andar pelo Big Data. Isso porque os modelos de dados estão ao seu redor nesse formato de visualização. Grandes empresas com recursos consideráveis já usaram os recursos imersivos da RV para resolver problemas complexos.

Realidade virtual, uma nova ferramenta para entender Big Data

Os cientistas de dados sabem como é quase impossível visualizar grandes conjuntos de dados em telas 2D tradicionais. Com a realidade virtual será possível ter uma experiência mais interativa com os dados, selecionando montes de dados de várias “pilhas de dados” literalmente dentro do Big Data.

Tanto a visualização dos dados quanto a análise serão experiências interativas. Para os especialistas dessa nova área de análise dados, a interatividade é a chave para compreender o Big Data. E a realidade virtual tem um papel crucial nessa imersão. No entanto, essa habilidade de entrar nos dados e interagir com eles não significa nada sem a habilidade de lidar com os dados de forma dinâmica.

Essa será uma das novas habilidades técnicas exigidas dos profissionais de análises de dados e business intelligence, pelo menos dos analistas e cientistas de dados que são responsáveis por extrair os insights a partir do Big Data.

O profissional vai precisar fugir dos modelos de análise dados estáticos para os mais dinâmicos, em especial quando falamos de VR no Big Data, que exige uma compreensão mental totalmente diferente sobre grandes grupos de dados. Isso significa que o Big Data se tornará uma experiência tátil, objetos fáceis de manipular em um ambiente quase como o espaço.

O fato é que esse formato de visualização de dados se tornará muito mais eficiente e ágil do que o formato atual. Isso porque quando os dados são apresentados de uma forma mais natural e interativa, fica mais fácil para o aparato cognitivo humano compreender essas informações, além de aumentar a quantidade de dados que somos capazes de processar em um determinado momento.

Como usar realidade virtual para visualização de Big Data

As ferramentas de realidade aumentada e realidade virtual serão aliadas fundamentais na transformação da maneira como interagimos e interpretamos dados. Essa tecnologia vai desbloquear o poder do Big Data em setores tão diferentes como o governamental, da saúde e da agricultura, e pode acelerar a adoção de AR / VR corporativo.

Por enquanto, a experiência com tecnologias VR é bastante individual, já que os óculos não possuem quase nenhum recurso específico de colaboração entre profissionais. Já é possível fazer muito de forma individual, já que por meio de aplicações exclusivas para interação, organização e análise de dados, é possível trabalhar com Big Data em 3D.

Mas algumas empresas já estão expandindo o uso de AR/VR corporativo para uma prática mais colaborativa de trabalho. A Virtualics, por exemplo, tem trabalhado em uma solução 3D de Big Data a qual permite que múltiplos usuários possam experienciar e manipular o Big Data ao mesmo tempo.

Um outro exemplo interessante de soluções colaborativas de análise de dados de Big Data com VR é o da DataView VR. Segundo representantes da empresa, o ambiente de visualização de dados que eles estão criando segue mais ou menos essa metáfora: imagine sobrevoar uma floresta com seus colegas. Você pode ver claramente toda a floresta. Você também pode olhar para baixo e ver cada árvore, e cada árvore tem seis dimensões de dados claramente visualizáveis. Qualquer pessoa que esteja vendo a apresentação pode se concentrar em qualquer uma ou na combinação dessas dimensões e reconhecer visualmente os padrões da floresta. Seus colegas flutuando ao seu lado podem adicionar novos conjuntos de dados, novas variáveis e vocês podem trabalhar juntos para realmente entender seus dados.

Já existem diversas empresas pensando em como aplicar tecnologias de realidade virtual e realidade aumentada no dia a dia de trabalho dos cientistas e analistas de dados. Essas ferramentas serão realidade na vida desses profissionais dentro de alguns anos e não há como voltar atrás. É preciso se preparar.

O único caminho para a sua empresa é se preparar para trabalhar com essas soluções assim como você já está se preparando para lidar com os desdobramentos da LGPD na sua política de dados interna e externa. Coloque isso no seu planejamento estratégico e estruture ações para começar a entender como aproveitar esse novo formato de trabalho.