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O que é e o que faz um desenvolvedor front-end?

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Você já pensou em como como desenvolver para web? Conheça o papel do desenvolvedor front-end.


A área de tecnologia só faz crescer. O surgimento da Covid-19, por exemplo, fez com que o número de profissionais home office aumentasse exponencialmente. Trabalhar online exige o contato constante com interfaces distintas, como sites, plataformas e aplicativos. Portanto, a procura por um desenvolvedor front-end só cresce, tanto nas empresas quanto entre interessados em exercer a profissão.

Mas o que faz um desenvolvedor front-end? Quais são as habilidades necessárias? E, afinal, o que é front-end? Tire todas as suas dúvidas.

O que é front-end? E back-end?

Antes de entender o que um desenvolvedor front-end faz, é preciso conhecer mais sobre os conceitos por trás da profissão e como desenvolver para web.

Para quem é leigo, é bem comum classificar qualquer profissional da área como programador. No entanto, a área de desenvolvimento tem criado sistemas tão complexos, que é preciso contar com um profissional para cada segmento. Quanto mais desenvolvida a web, mais complexos os sistemas por trás dela.

Front-end e back-end são diferentes áreas nas quais um programador pode se especializar. Enquanto front-end é o que permite a interação do usuário com a página ou aplicativo, o back-end é o sistema que vem por trás da aplicação.

O front-end é a parte visual, aquela em que o usuário clica, arrasta, interage. Portanto, é o primeiro a ser visto e precisa ter impacto. O programador front-end precisa entender desde a experiência do usuário e otimização para mecanismos de busca (SEO), até linguagens mais avançadas, que permitem a construção da interface mais interativas.

Já o back-end é aquilo que facilita o acesso entre o usuário e o site. Quando você se cadastra em uma redes social, por exemplo, precisa que dados como e-mail e senha fiquem salvos em uma espécie de banco de dados.  O back-end faz ponte entre os dados inseridos no navegador para o banco de dados e vice-versa.

Resumindo: o usuário interage com o front-end; já a relação do front com o sistema é o back-end. Neste texto, vamos nos aprofundar mais sobre as atividades de quem desenvolve aplicações front-end.

O que faz um desenvolvedor front-end?

O desenvolvedor front-end é o profissional responsável por criar a interface de utilização de uma aplicação web, ou seja, suas estruturas. Resumidamente, ele lida com a parte visual de um site, plataforma ou aplicativo. Ele projeta, constrói e otimiza todas as interfaces de um mesmo projeto.

Para construí-la, o desenvolvedor utiliza principalmente 3 tipos de linguagem de código:

  • JavaScript (linguagem de script/programação);
  • HTML (linguagem de marcação);
  • CSS (linguagem de estilo).

O nível de conhecimento das linguagens varia com o nível de experiência do profissional. É preciso entender também de editores de código, automação de tarefas, Git (sistema de controle de versões de arquivos), performance, SEO (noções básicas), PhotoShop, Node.js, UX/UI, Grunt/Gulp (para automatizar processos) e sistemas front. O desenvolvedor front-end também costuma entender as pseudolinguagens, como TypeScript e CoffeeScript.

Além das linguagens citadas, o desenvolvedor front-end também pode se especializar em:

  • biblioteca: conjunto de subprogramas ou funções que podem ser utilizadas para a construção de um programa ou aplicativo. Costuma separar seus elementos em classes e facilitam o uso de uma linguagem de programação;
  • framework: é uma base sólida e padronizada que pode ser usada para a construção de um programa ou aplicativo. Um framework pode ser construído por diversas bibliotecas. Com ele, o desenvolvedor front-end pode se concentrar nas funcionalidades de sua aplicação, sem se preocupar com tarefas repetitivas ou com a construção de componentes de tela.

Quais as atribuições de um desenvolvedor front-end?

Com um mercado cada vez mais exigente, as atribuições de um desenvolvedor front-end podem variar de uma empresa para outra. No entanto, ele  basicamente vai:

  • criar mockups (modelos em escala ou de tamanho real de um projeto ou dispositivo) e protótipos (representações usadas para simular o ambiente com o usuário);
  • aprimorar a performance das páginas e aplicativos no client-side (operação rodada no lado do cliente, como o JavaScript);
  • aplicar técnicas de SEO para que o site ou aplicativo apareça nas primeiras posições de busca;
  • seguir as WEB standards, ou seja, as normas para uma web universal;
  • dar suporte aos navegadores e dispositivos que o cliente precisar;
  • realizar a manutenção e melhoria constante de plataformas;
  • trabalhar com os profissionais de design e back-end;
  • desenvolver códigos limpos e bem documentados;
  • escrever documentações e guias para o front-end.

E a experiência do usuário?

O design de experiência do usuário (user experience design ou UX) é a experiência que um usuário tem com seu site, aplicativo ou software. Corresponde também às correções e otimizações contínuas da usabilidade dessa ferramenta, para que a utilização fique cada vez mais simples e intuitiva. Quanto melhor e mais fácil o acesso do usuário em uma aplicação, mais bem-sucedido é o trabalho por trás do seu desenvolvimento.

Um desenvolvedor web também trabalha com aplicações mobile?

Há uma “polêmica” sobre as semelhanças entre as duas funções. Teoricamente, a parte mobile não seria atribuição de um desenvolvedor front-end. Mas, nos últimos anos, ele tem sido o responsável por desenvolver toda a interface de um aplicativo, já que entender de bibliotecas e frameworks é fundamental para sua criação.

Dessa forma, o front-end se tornou o principal responsável pelo desenvolvimento de um aplicativo em um XCode ou Android Studio. Além da interface, ele também cria toda a lógica de alto nível do aplicativo, faz acesso aos endpoints (URLs onde seu serviço pode ser acessado por uma aplicação cliente) que o webservice provê e mostra tudo ao usuário.

É possível trabalhar tanto com front-end quanto com back-end?

Sim. Quem quem lida tanto com front quando com back-end é chamado de desenvolvedor full stack, ou seja, um profissional generalista. Esse profissional deve ser capaz de resolver problemas e criar soluções para ambas stacks (conjunto de tecnologias usadas para criar aplicações).

Obviamente, é mais complicado para ele desenvolver soluções do mesmo nível que um especialista em cada área — por isso é considerado generalista. No entanto, ele não deixa de ser muito requisitado pelo mercado, já que traz duas skills muito importantes em um mesmo profissional.

Entendeu como trabalha um desenvolvedor front-end? Para não perder nenhuma novidade em Tecnologia da Informação, continue acompanhando nosso hub!