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Um guia (quase) completo sobre SEO para te ajudar a começar

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Grandes empresas consideram SEO fundamental, por isso a maravilhosa arte de otimizar sites para motores de busca está mais viva do que nunca


Entra ano, sai ano, e as principais dúvidas sobre o mercado de SEO continuam. Algumas já são até antiquadas — entenda o porquê de o SEO morrer em 2020 -, outras são modernas demais — SEO binário 10011001011101 (desculpem a piada interna). O fato é que grandes empresas consideram SEO fundamental, por isso a maravilhosa arte de otimizar sites para motores de busca está mais viva do que nunca.

Recentemente, a Microsoft listou as principais hard e soft skills para a década de 2020 e adivinhem quem encabeça a lista? Exato! Nós, que todos os dias precisamos explicar que nem só de link building se faz o SEO, que Adwords não é SEO e que, pasmem, design e desenvolvimento também não são SEO.

Apesar de todas essas áreas e estratégias terem certa correlação com SEO, não significa que um especialista em SEO deva executar qualquer uma dessas tarefas. Ora, ora. Mas, então, qual é o escopo do profissional/especialista de SEO?

Se você não entende bulhufas sobre a área, vamos começar: SEO ou Search Engine Optimization são estratégias e otimizações realizadas em uma página da web afim de:
1º — melhorar a experiência do usuário com os resultados de pesquisa;
2º — melhorar a “encontrabilidade” — eu sei que essa palavra não existe, mas é mais simples que “rastreabilidade” — pelos robôs do Google e, consequentemente, sua classificação na página de pesquisa.

A fórmula é simples: seu site mais bem classificado + usuário encontrando exatamente o que ele pesquisa = SUPERMATCH!

Ainda ficou confuso? Vem com o pai!

O usuário é seu pastor e nada lhe faltará

seu usuário, a pessoa que vai acessar site por meio de uma pesquisa (pausa dramática)… deve ser o centro de qualquer otimização de SEO que você pense em realizar.

Imagine que você tem uma loja de calçados masculinos e vende apenas modelos sociais, para homens de 35 a 65 anos. Acredito que não queira aparecer nos resultados de pesquisas sobre “loja de calçados femininos”, ou, “loja de calçados infantis”, correto?

Os usuários que, por acaso, acessassem seu site a partir dessas buscas, teriam uma experiência péssima, e você teria tráfego, mas não teria receita.

Se isso estiver acontecendo agora com você, manda um e-mail para jone…, significa que a experiência do seu usuário (ou cliente, se preferir) provavelmente não é otimizada para os mecanismos de pesquisa — e o Google sabe disso.

Mas não se engane pensando que SEO vai resolver TODOS os problemas do seu site ou de como seu usuário se relaciona com ele através das pesquisas. Pense sempre na possibilidade de ter um site ruim ou de um produto ruim, o que é pior ainda.

UX e SEO: mais que amigos, friends

Isso não é uma consultoria, mas ao desenvolver seu site (isso mesmo, desde a concepção), pense sempre na jornada do usuário do momento em que ele digita a URL no navegador — ou pesquisa — até o momento em que conclui a meta de compra, captura de lead, preenchimento de formulário.

Se você busca atingir melhores resultados, seja em classificação orgânica ou receita, a experiência da jornada do seu usuário deve ser respeitada. Se você não está pensando no seu usuário, volte algumas casinhas e comece de novo.

Por de trás da máquina, spiders

Explicar a “encontrabilidade” e a classificação dos sites nas páginas de pesquisa pode parecer complexo… e é. Mas vou tentar simplificar em 3 passos:

· 1º Apesar de ser o maior mecanismo de pesquisa do mundo, o Google não é a internet. Então, antes de apresentar os resultados de uma pesquisa, ele usa seu poderoso crawler, o Googlebot (também conhecido como spider), para rastrear as páginas da web;

· 2º Quando os spiders rastreiam as páginas uma a uma, acontece a indexação, que nada mais é do que uma enorme lista com todas as páginas rastreadas pelo Googlebot;

· 3º Ao realizarmos alguma pesquisa no Google, os algoritmos de pesquisa acessam essa lista e classificam as páginas de acordo com sua relevância para trazer o melhor resultado.

E tudo isso em milissegundos!

Separando os Gurus dos Homens (e Mulheres!)

Agora que você já sabe como o Google faz para identificar e apresentar os melhores resultados para sua pesquisa, você precisa entender que não existe fórmula mágica para isso acontecer.

Pensar no usuário. Pensar no seu site ou produto. Entender como seu usuário se relaciona com ele e quais são as suas dores. Analisar e mensurar os dados de comportamento. Compreender o funcionamento dos algoritmos e traçar estratégias e um plano de ação constante e eficiente é basicamente o que um profissional de SEO deve fazer todos os dias.

É importante saber que os algoritmos mudam quase todos os dias, sempre priorizando o usuário. O que não significa que seu site será respeitado no processo — nem suas estratégias. Se você almeja um melhor posicionamento nas pesquisas e não pensa em conquistar sua autoridade dentro do seu nicho de atuação, seu site corre o risco de ir parar no limbo das pesquisas do dia para noite e isso não é culpa de qualquer update. É só o mecanismo de pesquisa se adaptando para atender melhor ao usuário.

Winner Winner Chicken Dinner

Apesar de uma jornada tênue e íngreme, cheia de percalços e cascalhos (ufa), a vitória é sempre garantida para quem busca uma constante atualização diante das modificações que os algoritmos de pesquisa sofrem. Não existe caminho fácil, mas a recompensa é sempre boa para quem segue a regra do jogo.

Autor:
Jonesson Oliveira é analista de SEO na Decode.